
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), ressaltou em uma publicação nas redes sociais a necessidade urgente de uma reforma tributária para impulsionar o avanço do país. Segundo Lira, é crucial evitar que a proposta se torne uma "batalha política", enfatizando que a votação só ocorrerá quando houver consenso.
Atualmente, a proposta de reforma tributária apresentada pelo governo tem enfrentado divergências, especialmente por parte dos governadores e prefeitos, que discordam de certos pontos do texto em discussão no Congresso. Lira assegurou que continuará trabalhando para que a votação na Casa seja realizada até esta sexta-feira (7).
O presidente da Câmara afirmou em sua publicação: "O Brasil não pode avançar sem uma nova legislação tributária. O momento exige diálogo e acolhimento das sugestões dos governadores, prefeitos e da sociedade."
Além da reforma tributária, Lira destacou que outros projetos, como o arcabouço fiscal e a proposta que beneficia o governo em julgamentos do Carf, serão votados apenas quando houver acordo para aprovação.
Lira também enfatizou a importância de evitar que o debate sobre a reforma tributária se transforme em uma disputa política: "Não devemos transformar a reforma tributária em uma batalha político-partidária, nem utilizá-la para buscar notoriedade momentânea. O Brasil é maior do que qualquer interesse individual."
Embora a reforma tributária não seja um consenso absoluto, a maioria dos parlamentares concorda com a sua necessidade.
O secretário de Fazenda do estado, Samuel Kinoshita, afirmou que Tarcísio está disposto a abrir mão de "alguma arrecadação" se isso resultar na aprovação da reforma.
Fora do Congresso, os governadores concordam que a reforma é necessária, mas divergem sobre o conteúdo a ser aprovado. Essa divergência pode impactar a votação dos deputados, que geralmente dialogam com os governadores de seus estados sobre assuntos relevantes.
Por exemplo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tem demonstrado apoio à reforma, afirmando que concorda em 95% com o texto e que São Paulo será um "parceiro" na implementação das medidas.
Por outro lado, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, apoia a ideia da reforma tributária, mas destaca a importância de avaliar se o estado terá perdas na arrecadação com as mudanças propostas.
Em relação ao conteúdo a ser aprovado, governadores e prefeitos de diversos estados estão em Brasília para articular com suas respectivas bancadas a votação da proposta, focando nas discussões e negociações necessárias para alcançar um consenso.